domingo, 3 de janeiro de 2010

85ª Corrida Internacional de São Silvestre

Quando criança eu esperava ansioso a virada do ano. Minha família, não diferente de quase todas, se reunia, fazia muita comida e se confraternizava, transformando o dia 31 de dezembro num dia muito especial. Me recordo com felicidade e saudade de como era.
Me recordo também de sentar no chão da sala de tarde, no meio daquela confusão, pessoas passando pra lá e pra cá, colocar na gazeta para assistir a corrida de São Silvestre. Sinceramente, não via ela toda, achava chato uma corrida de rua. Gostava de ver a largada dava uma "zapiada" nos canais e depois voltava para saber como estava.
É engraçado como as coisas são. Depois de mais de 15 anos eu estava na Paulista, justamente para correr aquela corrida.
Fui com minha esposa, minha companheira veio me prestigiar. Cheguei cedo na tendo da galera que estava na Pamplona, tava o Anderson (Siri) lá organizando tudo e o pessoal do DIO e do Twitter. Quando faltava uns 40' para largada caminhei para paulista. Encontrei com outro Anderson amigo nosso, na verdade ele nos encontrou. Ficamos lá conversando até o locutor dizer "Foi dada a largada...". Me despedi da Lilian e fiquei ali, parada uns 5 minutos. Pois é, imagina a angustia que não dá ter que esperar milhares de pessoas cruzarem a linha de chegada até chegar sua vez.
Mas acho que aquele momento foi especial. Neste instante, tocando aquela musiquinha clássica dos corredos, tema do filme carruagens de fogo, senti a emoção de estar lá. Como uma reflexão das coisas que fiz no ano que estava acabando. Confesso que me emocionei por estar ali, pelo que aquilo significava, uma comemoração pelo ano incrível que foi 2009.
A corrida começou com uma caminhada, bem apertada devido ao número de pessoas se expremendo na Paulista até a linha de largada. Depois de cruzar, comecei a trotar. Assim foi pela paulista. Cruzando a consolação, percebi que podia correr pelas 2 pistas, abrindo assim mais espaço.
Era muita gente, no final da consolação, via aquele mar de pessoas fazendo a curva em direção à praça da república. Fiz o primeiro km em mais de 7'. A cada passo que dava, percebia a diferença desta prova com as outras. Em todo o percuro via pessoas assistindo curiosas, outras apoiando, motivando estendendo a mão, batendo palma, palavras de motivação, ou jogando água com a mangueira da garagem como as simpáticas famílias da rua margarida.
Me diverti correndo com galera. Cada figura, com cada fantasia bizarra, verdadeiro "freak show".
A corrida foi rápida, quando percebi já estava subindo a Brigadeiro. É uma subida chata por ser longa, mas nada excepcional. Terminando ela, virei na Paulista e estava a 500 m da chegada, fechando com o tempo líquido de 01:13:59.

Acabou o ano. Assim foi a última corrida. Especial como tinha que ser.

Dedico ao meu avô este momento único!!!

Um feliz ano novo!!!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Mexa-se 2009

8000 pessoas se reuniram para correr a Mexa-se Coop 2009 no dia 8 de novembro de 2009, e eu não podia faltar. Ano passado havia corrido esta mesma prova, lembro-me que fazia um calor muito intenso, um sol de rachar e terminei com o tempo de aproximadamente 51'.
A terceira edição conta com um novo percurso. Largada continua sendo na prefeitura de Santo André seguindo em direção a Av. Dom Pedro II. Depois de ir e voltar nela, percorrendo cerca de 6 km, fomos em direção à perimetral, fazendo o retorno em frente ao McDonnalds e voltando ao paço municipal.
A largada aconteceu mais tarde que havia imaginado, foi uma ótima oportunidade para conhecer mais pessoas que como eu, estão se aventurando no esporte.
Desta vez havia feito um bom treino e o tempo estava bom. Fiz o tempo líquido de 42:57 sem nenhum problema, tendo a impressão que poderia dar mais algumas voltas...
No final, terminei na posição 151 e feliz mais uma vez pela manhã de domingo que renova nosso estoque de alegria e estima!

domingo, 18 de outubro de 2009

Novo som!!! Mrs. Nuts

Estava revirando meu baú de composições e achei esta que ficaria bacana para gravar, seria rápido e poderia testar meu novo VST de bateria.

Mrs. Nuts é uma canção de meados de 1999, composta por mim e um antigo amigo de colégio, Rafael Szot.

Mrs. Nuts


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

17° Maratona Pão de Açúcar de Revezamento

Participei da maior corrida de revezamento da américa latina, realizada dia 20/09. O Dio formou um quarteto bacana, Guarnição na largada, Alê, eu e a Débora.

Minha impressão no início foi de confusão, isto deve ser normal para quem nunca participou de uma prova de revezamento. Mas andando pelo parque do ibirapuera antes da largada, pude comprovar o tamanho do evento, da organização, da infra-estrutura necessária para comportar uma corrida com 30 mil participantes. Não deve ser fácil. Deve ser um estudo de caso para gerentes de projetos...

Mas falando da corrida, cheguei cedo para ver a largada e reconhecer a baia da troca do chip. Depois fiquei esperando, muito ansioso pela minha vez. No horário marcado fui até o posto de troca, esperar o Alê. No horário previsto fizemos a passagem do chip.

O que é bacana, ao menos para mim, é que é possível correr ao lado de participantes de alto desempenho. Foi quando passou por mim Wanderlei Cordeiro e Marilson, correndo juntos, isso ainda na área das baias de troca. O que me chamou a atenção, foi o tamanho e a sincronissidade das passadas e também a postura do corpo de ambos. Deve ser a técnica...

Tive dificuldade para encaixar um ritmo. Possivelmente pois fiquei sem treinar 2 semanas e apenas na semana da prova fiz rodagem leve. Faltou fôlego, e nem meu tradicional sprint final consegui fazer. Quando pensava "Agora vai!", logo em seguida pensava "Nos próximos 100 metros eu vou...". Foi lastimável!



Mas enfim, não consegui pegar todas parciais pois nem todas as placas estavam no lugar correto. Completei o 10 km em torno de 46'30".

Resumido, foi show de bola! Muita gente curtindo o domingo correndo!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Meia Maratona da Praia Grande

Em 14 de setembro de 2008, havia decidido correr minha primeira prova. Foram os 8 km da Corrida pela Paz. Desde então, comecei a me apaixonar pelas corridas. Foram inúmeras provas até hoje, e quase um ano depois, no dia 30 de agosto de 2009, às 8:30 da manhã, estava na largada da Meia-Maratona da Praia Grande. Enfim, minha primeira meia-maratona.




A prova

Altimetria totalmente plana, estávamos no nível do mar. O percurso foi muito simples, uma reta até o km 10 por uma das avenidas de Praia Grande, depois voltamos por outra reta, desta vez pela orla, onde corremos acompanhados pelo mar.

A estratégia e a Largada

Como fiz nos treinos, a ideia era iniciar com 4:40 e diminuir progressivamente nos km finais. Estava com o ritmo de 4:22 nos 16k.

A largada ocorreu por volta das 8:30, depois do saudoso hino nacional. Éramos mais de 2 mil pessoas debaixo de um sol de 27 graus. Iniciei moderado, com a intenção de poupar ao máximo devido a dúvida de precisar de um esforço extra, tanto por ser a maior distância que já havia corrido quanto pela temperatura. Segundo o pessoal na largada, a estimativa era no momento da chegada a temperatura chegar aos 30 graus.

5km
Tempo: 22:50/ Ritmo: 4:34

Estava concentrado e tranquilo. Esses foram fáceis, o frequencimetro não passou dos 175.

10 km
Tempo: 45:32/ Ritmo: 4:32

Nestes últimos 5 km mantive o ritmo, porém percebi o aumento da frequência cardíaca para 180, acho que era o calor, mesmo assim estava fácil. Me hidratei bastante e às vezes era presenteado com uma brisa fresca.

15 km
Tempo: 1:08:35/ Ritmo: 4:37

Este foi o trecho mais complicado. Após o km 10, iniciamos a volta. Com o sol batendo de frente e aquele mormaço peculiar de um domingo ensolarado na praia, o que restava fazer era me concentrar e não deixar dúvidas do meu principal objetivo, terminar a prova. Aproveitei para curtir a experiência de correr com o mar e os coqueiros na minha direita e na esquerda os prédios e os bares com os moradores assistindo e incentivando.

21,1 km
Tempo: 1:37:26/ Ritmo: 4:43

Para os últimos 6,1 km o que me restava era curtir o final da prova. O cansaço que apareceu no km 15, foi sumindo até o km 19, com a alegria e confiança de estar cada vez mais próximo da linha de chegada. Apertei o ritmo, chegando a fazer 4:18 no km 21. Cruzei a chegada exausto, mas extremamente feliz.

Enfim, a meia maratona

Voltei para a tenda da equipe, carregando minha primeira medalha de meia maratona.

Foi um final de semana complicado. No sábado foi aniversário da Lilian, e passamos no hospital pois ela teve febre durante a noite. Se ela não tivesse melhorado, talvez nem fosse correr. Nesse momento me recordei da lesão no joelho esquerdo que tive e havia me deixado fora da meia de são paulo há 4 meses atrás. Mas no final foi melhor assim. Nunca estive tão bem preparado.

Agradeço ao Dio, Siri e toda a galera da equipe de corrida pelo apoio e dedico à Lilian minha vitória pessoal.

Até a próxima corrida, revezamento pão de açúcar.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Os principais valores do SCRUM

Este post relata minha experiência com a implantação do SCRUM e os valores percebidos pelos stakeholders com tal iniciativa.

Em janeiro de 2009, tive a feliz oportunidade de mudar a história do projeto que atuava. O cenário não era ruim, mas haviam muitas expectativas, inclusive as minhas, que estavam em rota de colisão. Havia certo descrédito ao produto, desmotivação e questões, muitas questões que colocavam em check a credibilidade do trabalho e até mesmo o sucesso do projeto.

"O sucesso do projeto é a soma do atendimento de várias expectativas dos vários stakeholders." (RUSSO, 2007)

Era preciso algo novo para inverter este placar, foi neste momento que o SCRUM e a filosofia ágil nos pareceu ideal. Sem expectativas exageradas realizei o curso de SCRUM Master na glocalcode onde pude constatar quais eram os processos e ferramentas empregados neste modelo, e recomendo este curso. Mas apenas na prática, realmente pude perceber a vantagem de se usar tal modelo de gerenciamento de projetos.

São inúmeras as justificativas e formas para a adoção. Como estratégia, iniciei estudando os principais stakeholders e entendendo quais eram os entusiastas, neutros e contra, estipulando assim uma abordagem mais adequada para cada um. Decidi na sequência realizar uma apresentação aos interessados, envolvendo principalmente a diretoria, lembrando que cada empresa possui estruturas e culturas únicas que devem ser respeitadas.

A idéia foi comprada com sucesso, e conseguimos o apóio de pessoas importantes. Teríamos 3 meses como piloto e ao final deste período uma reunião para avaliar a solução. Foi uma injeção de ânimo e meu sentimento era de muito otimismo.

Realmente foi um sucesso. Em 3 sprints melhoramos todos os indicadores, maior produtividade, menor número de bugs, maior percepção da qualidade e principalmente a equipe estava mais unida visando o real valor do produto para o cliente.

Poderia salientar alguns fatores que contribuiram para alcançar nossos objetivo:

O que faz a diferença são as pessoas

O funcionário é a chave da estratégia das empresas, pois é ele que traz a inovação, afirma Ludwig (2007?). Este tema é extenso e propenso a seguir linhas muito pessoais, mas é inegável que hoje as empresas buscam funcionários que tem visão intra-empreendedora, ou seja, conhece a missão e os valores de sua organização, e dentro deste contexto, sugerem mudanças, aplicam melhorias e até mesmo, novas oportunidades de negócio.

O valor da empresa não está apenas no balanço contábil destas, mas também disseminado no conhecimento de seus funcionários. Processos organizados de tal forma que sucitam este espírito possuem grande chances de trazer bons frutos, e é isso que percebi com SCRUM. A cada sprint, vi como cada integrante do time buscou soluções, interagiu mais, entendeu mais do negócio e ao mesmo tempo se sentiu mais importante por ter tal responsabilidade. Para tanto, é necessário uma liderança adequada ao invés do líder controlador.

Foco no cliente


Aproximando o conhecimento e expectativa do cliente com o desenvolvedor, através de um canal de comunicação mais fácil e rápido, conhecido como Product Ower ou simplesmente PO, é possível minimizar um grande problema em projetos de software, entregar algo de baixo valor ou até mesmo sem valor algum para o usuário final.

Elegemos o Gerente de Projetos como PO, porém, com o passar do tempo percebemos que o PO poderia ser um grupo, e isso funcionou muito bem. O GP continuou sendo um PO, na característica de líder deste grupo, centralizando as sugestões e comentários. Lembrando que isso é muito particular do contexto do projeto.

A única constante do projeto é a mudança


A máxima acima, que até me envergonho em repetir, está no nosso dia-a-dia. Saber gerir com eficácia a mudança de escopo é uma habilidade fundamental em qualquer projeto. A priorização do backlog mostrou-se importante, evidenciando a necessidade e o momento mais adequado para alterações.

Percebemos que um bom planejamento continua sendo vital, mas a dinâmica das mudanças implicam em priorizarmos e estimarmos em períodos mais curtos. O sprint oferece um cenário interessante, ainda que em detrimento à visibilidade total do projeto.

A visibilidade é outro aspecto importante, ainda mais se a empresa tiver níveis CMMi. Durante o planejamento é necessário definir marcos do projeto, como forma de comprometimento e avaliação da evolução do produto proposto. De fato, é difícil definir exatamente o que entregar daqui 3 ou 5 sprints. E realmente não o fazemos. Até o momento definimos estratégias apenas, mas não há marcos com escopo definido, e pelo menos por enquanto, não nos faz falta ter tal prática.

Algumas destas questões são discutidas por Willi(2009) no seu artigo da revista mundo PM. É válido esse assunto ser stressado, principalmente por envolver cláusulas contratuais e práticas tradicionais de aquisição de software que precisariam ser modernizadas.

Respeitar a cultura da empresa


Não foi necessário começar do zero, ao contrário, como já possuíamos certo grau de maturidade, utilizamos parte da metodologia que convergia com o SCRUM e tivemos excelentes resultados.

Continuamos usando Casos de Usos para especificar o negócio, PERT para estimar, mas com maior participação da equipe e ferramentas de gerenciamento de projetos, controle de horas, bug tracking, etc.


Conclusão

Como afirmei, apenas na prática pude compreender os valores do SCRUM. Tive a feliz oportunidade de ser o SCRUM Master, exercendo uma forma de liderança que resultou em resultados interessantes. Buscando disseminar o conhecimento em gerenciamento de projetos com a equipe, foi possível distribuir as responsabilidades e automaticamente o papel do GP tornou-se dispensável.

Atualmente, todos sabem o que todos fazem. Possuem maior interação, desde do entendimento do negócio até os testes de forma colaborativa e produtiva. Todo o time sabe da importância de seu trabalho, valorizando seu potencial e deixando para trás um processo mecanicista e desistimulante.

Acredito que um modelo como o SCRUM, que propõe de forma transparente e até mesmo mais honesta, possa potencializar o valor do time e do produto ao cliente, facilitando também de forma humana a obtenção de resultados mais expressivos do que seria um gerenciamento por controle e comando.

kanban


equipe no final do sprint


Referências

LUDWIG, Waldez. Entrevista sobre Mercado de Trabalho. Disponível em: http://www.ludwig.com.br/tira_gosto.php. Acesso em: 01 maio 2009.

RUSSO, Rosária. Tendência empreendedora do gerente de projetos: Importância para o sucesso dos projetos. 2007. 164 f. Dissertação (Mestrado) - Usp, São Paulo, 2007.

WILLI, Renato. NEGOCIANDO PROJETOS DE METODOLOGIAS ÁGEIS: Contratos baseados em métricas. Mundo Project Managment, [s.l.], n. 26, p.48-51, abr. 2009. Bimestral.

Corrida Corpore Hebraica


Neste último domingo, 21 de junho, estava na USP correndo mais uma prova da corpore, 3ª Corrida Hebraica Macabi brasil.

Acordei umas 6 da matina, tomei um banho e um shake como café da manhã. Fomos eu, a Lilian e mais um casal de amigos esportitas, Rose e Fabiano.

Cheguei atrasado e ainda andei um bucado dentro da USP para estacionar o carro. Fiz um trote leve até chegar na tenda do Dio e me preparei "correndo" para larguada. Algo ali já me deixou feliz, pude largar logo atrás da baia da elite. Acho que estou progredindo, pois há uns meses atrás mal podia ver aquele cronômetro na linha de partida de tão distante que ficava.

Embora não tinha meta definida, havia traçado uma estratégia. Começar forte, encaixar um ritmo perto de 4'15" e mantê-lo até o final. Esse tempo 4'15" havia sido até então o km mais rápido que corri em provas.

Aconteceu exatamente isso, com o melhor km 3'46" e uma média final de 4'11", completei a prova em 25'10".

Não foi uma prova tranquila, pois estava perto do meu limite, mas pena que acabou logo, fiquei com a vontade de ter corrido mais 6km, e talvez ainda ter rodado uns 40km de bike.

Próxima prova já está certa, Corrida Corpore Centro Histórico. Até lá