A prova
Altimetria totalmente plana, estávamos no nível do mar. O percurso foi muito simples, uma reta até o km 10 por uma das avenidas de Praia Grande, depois voltamos por outra reta, desta vez pela orla, onde corremos acompanhados pelo mar.
A estratégia e a Largada
Como fiz nos treinos, a ideia era iniciar com 4:40 e diminuir progressivamente nos km finais. Estava com o ritmo de 4:22 nos 16k.
A largada ocorreu por volta das 8:30, depois do saudoso hino nacional. Éramos mais de 2 mil pessoas debaixo de um sol de 27 graus. Iniciei moderado, com a intenção de poupar ao máximo devido a dúvida de precisar de um esforço extra, tanto por ser a maior distância que já havia corrido quanto pela temperatura. Segundo o pessoal na largada, a estimativa era no momento da chegada a temperatura chegar aos 30 graus.
5km
Tempo: 22:50/ Ritmo: 4:34
Estava concentrado e tranquilo. Esses foram fáceis, o frequencimetro não passou dos 175.
10 km
Tempo: 45:32/ Ritmo: 4:32
Nestes últimos 5 km mantive o ritmo, porém percebi o aumento da frequência cardíaca para 180, acho que era o calor, mesmo assim estava fácil. Me hidratei bastante e às vezes era presenteado com uma brisa fresca.
15 km
Tempo: 1:08:35/ Ritmo: 4:37
Este foi o trecho mais complicado. Após o km 10, iniciamos a volta. Com o sol batendo de frente e aquele mormaço peculiar de um domingo ensolarado na praia, o que restava fazer era me concentrar e não deixar dúvidas do meu principal objetivo, terminar a prova. Aproveitei para curtir a experiência de correr com o mar e os coqueiros na minha direita e na esquerda os prédios e os bares com os moradores assistindo e incentivando.
21,1 km
Tempo: 1:37:26/ Ritmo: 4:43
Para os últimos 6,1 km o que me restava era curtir o final da prova. O cansaço que apareceu no km 15, foi sumindo até o km 19, com a alegria e confiança de estar cada vez mais próximo da linha de chegada. Apertei o ritmo, chegando a fazer 4:18 no km 21. Cruzei a chegada exausto, mas extremamente feliz.
Enfim, a meia maratona
Voltei para a tenda da equipe, carregando minha primeira medalha de meia maratona.
Foi um final de semana complicado. No sábado foi aniversário da Lilian, e passamos no hospital pois ela teve febre durante a noite. Se ela não tivesse melhorado, talvez nem fosse correr. Nesse momento me recordei da lesão no joelho esquerdo que tive e havia me deixado fora da meia de são paulo há 4 meses atrás. Mas no final foi melhor assim. Nunca estive tão bem preparado.
Agradeço ao Dio, Siri e toda a galera da equipe de corrida pelo apoio e dedico à Lilian minha vitória pessoal.
Até a próxima corrida, revezamento pão de açúcar.
Olha o tomate verdes fritos ;)
ResponderExcluirParabéns cara!
Abraços,
Marcelo.